O que esperar de 2017!

Negócios 31 de Janeiro de 2017

O que esperar de 2017!

Abrimos o ano com um cenário econômico um pouco menos turbulento do que vivemos nos últimos dois anos. O país atravessa uma crise sem precedentes devido a erros de política econômica. Estamos em meio a problemas de cunho político – corrupção, também antes nunca vivenciado; mesmo assim, a expectativa para 2017 é de ajustes e preparação para crescermos.

Nos últimos 30 anos crescemos os gastos públicos em relação ao PIB, a economia internacional se deteriorou e a crise política se agravou. Fatos. Segundo o economista Luciano Nakabashi*, as políticas de estímulo à demanda, entre 2010 e 2014, levaram ao crescimento do déficit em transações correntes, da deterioração das contas públicas, além do aumento da inflação. A crise internacional impactou negativamente o preço de várias commodities, reduzindo as receitas externas e afetando, além das receitas do governo, setores importantes da economia brasileira. O cenário político levou a um maior clima de incerteza e dúvidas em relação a uma agenda que possa reverter o cenário de deterioração econômica, além de desviar esforços para conter uma crise maior ao invés de focá-los nas medidas para tirar o país da crise. O crescimento do governo com redução da capacidade de investimento público levou a um estrangulamento do setor privado pela precária infraestrutura e pelo peso excessivo de impostos e burocracia, sem mencionar o sistema tributário ineficiente e complexo.

E o que temos de expectativas positivas para 2017? a troca de governo, apesar da incerteza de sua continuidade face os escândalos de corrupção, trouxe uma sensível melhora na expectativa do mercado. A aprovação de medidas de impacto, impopulares, é crucial para o bom andamento da economia. A aprovação da PEC do teto e a possibilidade de se avançar em uma importante reforma previdenciária e trabalhista é crucial para que o país possa estabilizar a dívida pública e o tamanho do setor público em relação ao PIB, melhorando os fundamentos da economia brasileira e, dessa forma, atraindo investimentos produtivos domésticos e estrangeiros.

Em linhas gerais, existe uma mudança muito positiva de trajetória, com possibilidades de retomada do crescimento a partir de 2017. Janeiro já apresentou níveis inflacionários adequados e queda na taxa de juros. A promessa do aumento da oferta de emprego, aliado a pequenas ações do governo para que a economia volte a girar nos enchem de boas expectativas de um ano promissor seguido de anos de evidencia para a economia brasileira.

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