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Indústria 4.0: As Novas Mudanças Tecnológicas

Um dos assuntos mais comentados no mundo ultimamente é a Indústria 4.0 e suas nuanças. A proposta desse texto é simplificar o entendimento e mostrar a evolução do pensamento tecnológico ao longo da evolução do conceito.

Ao longo do tempo o conceito de tecnologia na indústria vem sofrendo alterações. A grosso modo, podemos mencionar:

– Indústria 1.0: período tipicamente representado pela Revolução Industrial – cerca de 250 anos atrás. Em breves palavras, abriu a discussão da produtividade no setor têxtil da época puxada essencialmente pelo advento da máquina à vapor;

– Indústria 2.0: Henry Ford, por volta de 1913, propôs a implantação das linhas de montagem industriais promulgando, então, o aumento da eficiência e a redução de custos, ou seja, uma nova era industrial, quase 150 anos após a Revolução Industrial;

– Indústria 3.0: Nos anos 70 nasceram os primeiros sistemas de automação por meio da montagem automatizada para aplicação na indústria utilizando computadores, componentes e centros de usinagem. Esta evolução substituiu boa parte da mão de obra humana por meio de grandes inovações tecnológicas que usufruímos hoje, como tablets e smartphones, por exemplo.

E a Indústria 4.0?

 

O conceito nasceu na Feira de Hanover na Alemanha em 2011 da união entre empresas de tecnologia, universidades, centros de pesquisas e do governo alemão. Seu conceito visa propor mudanças significativas no controle dos processos organizacionais, conectando os diversos setores e toda cadeia produtiva e logística das fábricas.

A grande proposta é substituir o trabalho manual repetitivo por recursos automatizados, como robôs e máquinas. Isso evidentemente irá transformar a necessidade de mão de obra operativa para estratégica – tema já objeto de outros textos desta coluna. Essa substituição deverá ocorrer com a ajuda das tecnologias de conectividade: Big Data (grandes conjuntos de dados – velocidade, volume e variedade) e Internet das Coisas (IoT: modo como objetos físicos se comunicam entre si e com o ser humano); e com a ajuda do Conceito dos 6Cs:

  • Conexão (sensores)
  • Cyber (memória das máquinas)
  • Cloud (armazenamento de informações em servidores virtuais)
  • Comunidade (interconexões e informações compartilhadas)
  • Conteúdo (garantia de qualidade de informação)
  • Customização (manufatura ajustável, flexível e prática)

 

Confira algumas características da chegada da Indústria 4.0:

 

Virtualização: sensores tecnológicos a exemplo de Bluetooth (protocolo padrão de comunicação) e RFID (radiofrequência) estão sendo instalados em toda fábrica permitindo o controle e gestão remotos;

Operação em Tempo Integral: uma vez virtualizada a fábrica, sua operação não será mais limitada em turnos de trabalho pois poderá ser operada automaticamente e de forma remota, inclusive;

Descentralização de Processos: a inteligência artificial está entrando nas fábricas, permitindo seu monitoramento e apontando ineficiências em tempo real, bem como aprimorando os processos produtivos;

Modularidade: ou seja, mudança do conceito de linha de produção passando para o conceito de possibilidade de customização de produto. Em outras palavras, os módulos produtivos passarão a ser conectados ou desconectados de acordo com a demanda dos clientes – conceito de flexibilização.

As mudanças que estão chegando irão ocorrer ao longo dos próximos anos. Essa mudança irá depender de fatores econômicos e tecnológicos de cada país. No Brasil, por exemplo, especialistas afirmam que ainda estamos no status de migração da Indústria 2.0 para 3.0, ou seja, ainda estamos pensando em automação como algo a ser alcançado nas fábricas. Temos um caminho longo para percorrer, lembrando que podemos “queimar etapas” nesta caminhada, ou seja, podemos migrar do conceito 2.0 para 4.0 sem ter que passar pelo processo de automação previsto na Indústria 3.0.

Por fim, cada ator tem sua responsabilidade:

– Governo: políticas estratégicas inteligentes, incentivos e fomento;

– Empreendedores e gestores da indústria: visão, arrojo e postura proativa;

– Instituições acadêmicas e de pesquisa: formação de profissionais com visão tecnológica;

 

E nós? idealmente mudarmos nossa visão muitas vezes essencialmente operacional para uma visão mais ampla, estratégica, mais analítica e tecnológica.

E você? Entendeu o conceito da Indústria 4.0? Está preparado para estas mudanças? Ficou alguma dúvida? Entre em contato conosco!

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